terça-feira, 19 de maio de 2026

O Que Restou de Mim


Não sei por quanto tempo adormeci,

Nem por quanto tempo permaneci congelada no tempo.

Já não sei qual caminho seguir,

Apenas caminho, sobrevivendo dia após dia.


Tentei quebrar as correntes do passado,

Mas ainda estou presa a elas.

Meus medos de infância ainda sussurram meu nome

Como fantasmas que se recusam a partir.


Estou cansada de viver em mundos assombrados,

Já não sou aquela pequena garota perdida.

Cresci, ou talvez apenas o tempo tenha passado.

E agora preciso aprender a existir sozinha.


Não quero mais sangrar pelas lembranças,

Mesmo que elas ainda rasguem partes de mim.

Não quero continuar presa aos meus pesadelos,

Quero respirar sem sentir o peso das sombras.


O passado fere.

O presente me paralisa.

O futuro permanece incerto.

E eu já não sei quem me tornei.


Não me reconheço nas fotografias,

No espelho encontro um olhar vazio e distante.

Procuro por mim em cada parte,

Mas tudo o que encontro é a pergunta:

O que restou de mim?


Às vezes eu não sinto nada,

E às vezes sinto tudo.

Às vezes eu não me importo,

E às vezes me importo demais.


Sou como um vaso quebrado e remendado,

Com pedaços faltando que jamais encontrei.

Não sei o que estou fazendo aqui...

Talvez eu esteja apenas passando pela vida.


By Bruna M 

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