sábado, 6 de junho de 2026

O Peso da Saudade

Eu não saberia como dizer isso,

Mas não sei mais como continuar sem você.

Toda uma vida ao teu lado,

Mas agora você se foi...


Eu ainda sinto você aqui comigo.

Sinto a sua respiração,

Sinto o seu cheiro,

Mas você não está mais aqui...


No seu lugar ficaram lembranças,

Além do vazio, lágrimas e dor...

E eu realmente não sei como vou viver sem você aqui.

Por que você se foi tão cedo?


Você poderia voltar para continuar a nossa história?

Você poderia voltar para me aquecer com o seu corpo novamente no frio?


Eu sinto muito.

Eu não queria que você tivesse partido.

Olho para o lado e o seu lugar está vazio.

Sinto um vazio imenso dentro de mim.


Eu não queria sentir o desespero que sinto agora.

Isso está me destruindo por dentro.

Perdi o brilho nos olhos e a vontade de viver

Desde o dia em que você se foi,

Tão de repente...


Eu não estou preparada para me despedir,

Mas quem realmente está?

Eu queria você ao meu lado agora.

Sinto falta do seu riso,

Do seu carinho, do seu toque, do seu amor...


Nunca imaginei uma vida sem você.

E agora, como será?

Me falta ar, me sobram lágrimas.

Eu não tenho mais você.


Eu não sei como irei suportar toda essa dor.

Queria voltar no tempo e aproveitar cada momento de forma mais intensa.

Eu só queria sentir você novamente.

Eu só queria mais tempo com você...


By Bruna B

A Última Janela



Eu me vejo presa no alto desta torre
Rezo para meus medos,
Eles me mantém longe de você
Não preciso mais das fantasias e mentiras que você chamou de amor.

Olho montanha abaixo, é muito alto 
Há muita névoa e não vejo o chão 
Já não temo mais a queda,
Cair pode ser a minha única salvação 

Estive presa aqui dentro tempo demais
Cativada por suas histórias, falsas promessas
Você dizia que me amava, que eu precisava esperar 
Eu realmente acreditava nas suas palavras

Foram muitos anos fantasiando esse amor 
Criando esperanças sobre cada ferida aberta
Eu tinha medo de partir e descobrir quem eu seria sem você
E então eu descobri que estava sozinha, Mesmo quando você estava aqui.

Você disse que seria impossível sobreviver sem você 
E eu então mais uma vez acreditei 

A solidão de qualquer forma me abraçou
Ela dormia comigo todas as noites
Já não tenho mais medo de partir 
Tenho medo apenas de continuar sobrevivendo,
Onde há muito tempo deixei de viver

Se ficar eu já sei o meu destino
Mas se eu pular posso ter um novo caminho
Estou cansada das ilusões que construí para nós.
Já não tenho mais medo.

Estou partindo com a minha solidão
Longe de você eu posso encontrar um novo caminho 
Quebrando a última janela para a liberdade
Adeus querido, eu não irei me sabotar novamente

Desta vez não ficarei
Desta vez não voltarei
Desta vez não serei eu a me destruir
Não ficarei para ver o seu fracasso.


By Bruna B.


A Última Corrente

Como você pode supor que eu ficaria mais uma vez? 

Eu aguentei por tanto tempo

Enquanto você apenas me machucava 

Deixando feridas difíceis de cicatrizar


Como você pode fazer isso comigo? 

Eu sempre estive aqui para você

Você sempre teve um lar para onde voltar

Mas você foi capaz de descer mais baixo


Você foi capaz, sim você foi

Feriu-me tão profundamente

Que mal consigo me levantar

Como você foi capaz? 


Odeio tudo o que me tornei por sua causa

Você foi como um veneno 

Injetado aos poucos em minhas veias 

Envenenou-me contra mim mesma 

Sem princípios, apenas mais mentiras


Você me alimentou com doces mentiras

E me manteve aqui presa 

Eu permaneci até agora 

Afundando em mentiras 

Como fui tola...


Meu mundo colidiu contra um muro

Difícil de atravessar

Estou caindo no abismo que você alimentou

Enquanto tudo ao meu redor se despedaça


Até que eu encontre algo para me agarrar

Permanecerei caindo

Mas chegou a hora de romper as correntes

E me libertar de tudo o que você me transformou. 


Adeus meu amor

Até nunca mais

Suas mentiras não irão mais me envenenar

Você nunca mais irá me atingir.


By Bruna B.

terça-feira, 19 de maio de 2026

O Que Restou de Mim


Não sei por quanto tempo adormeci,

Nem por quanto tempo permaneci congelada no tempo.

Já não sei qual caminho seguir,

Apenas caminho, sobrevivendo dia após dia.


Tentei quebrar as correntes do passado,

Mas ainda estou presa a elas.

Meus medos de infância ainda sussurram meu nome

Como fantasmas que se recusam a partir.


Estou cansada de viver em mundos assombrados,

Já não sou aquela pequena garota perdida.

Cresci, ou talvez apenas o tempo tenha passado.

E agora preciso aprender a existir sozinha.


Não quero mais sangrar pelas lembranças,

Mesmo que elas ainda rasguem partes de mim.

Não quero continuar presa aos meus pesadelos,

Quero respirar sem sentir o peso das sombras.


O passado fere.

O presente me paralisa.

O futuro permanece incerto.

E eu já não sei quem me tornei.


Não me reconheço nas fotografias,

No espelho encontro um olhar vazio e distante.

Procuro por mim em cada parte,

Mas tudo o que encontro é a pergunta:

O que restou de mim?


Às vezes eu não sinto nada,

E às vezes sinto tudo.

Às vezes eu não me importo,

E às vezes me importo demais.


Sou como um vaso quebrado e remendado,

Com pedaços faltando que jamais encontrei.

Não sei o que estou fazendo aqui...

Talvez eu esteja apenas passando pela vida.


By Bruna M 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

O Despertar: A Escolha é Sua

No mundo que chamamos de real,

Há uma ruptura, quase invisível

Ouço sussurros em minha mente,

Fatos que nunca foram questionados.


Você caminha acreditando enxergar,

Mas há sombras formando seus passos,

Sussurros guiando suas escolhas,

Mãos ocultas te puxando para eles.


E então algo se quebra...


A luz não vem suave,

Ela rasga, expõe, fere.

Mostra que esse mundo era uma ilusão,

Que a sua fé estava depositada no vazio.


Dói perceber.

Dói acordar.

Mas é no abismo da dúvida,

Que nasce a única liberdade possível.


Agora não há mais conforto na ignorância,

Nem abrigo no que parecia correto.

Há apenas ressentimentos, revolta,

Silenciosa e inevitável.


E a pergunta permanece:


Que lado você irá escolher…

Quando o caos dominar,

Quando todas as vozes se calarem,

E restar apenas a sua?


By Bruna M.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Ecos de um Amor Eterno


Sob a luz de velas que aquecem,

Teu rosto surge, sombrio como a noite,

A luz da lua atravessa as cortinas,

Iluminando todo o quarto.


Teus olhos guardam segredos,

Promessas que foram feitas 

Nunca serão quebradas

Há algo mais profundo que a noite.


Nos lábios, o sabor do vinho,

Embriagando a cada beijo.

Confissões são feitas.

Cada palavra dita, uma nova dor.


Correntes frias que acorrentam,

Não como prisão,

Mas como juramento de amor eterno,

Como quem reconhece um lar.


Se a madrugada te chamasse pelo nome,

Talvez respondesses.

Mas suspeito que já pertences

À eternidade...


By Bruna M.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Armadura


Na penumbra onde o silêncio respira,
teu corpo clama pela noite,
como se fosse feito de sombra
e lembranças antigas.

Teus olhos não pedem passagem,
Eles abrem caminho.
Quem olha, atravessa.

Renda, couro, aço... não são vestes:
são armaduras de quem já amou
o bastante para aprender que o frio
é o seu único lar.

E ali, entre pedra e eternidade,
tu não posas,
tu habitas.
Você está em casa.

Como se fosse a própria noite
quando decide ter forma humana.

By Bruna M.

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Coroa de Sombras

 


Carrego no rosto o sol,

mas nos olhos mora a noite.

Entre flores vermelhas e douradas

descansa um coração que sangra,

feito de silêncios e versos não ditos.


Minha boca, pintada de sangue,

sorri para um mundo que não me compreende.

Meus pensamentos sombrios,

preenchem cada espaço.

Meu sangue ainda pulsa,

entre fé e abismo.


As flores na cabeça não são ornamentos,

são lembranças.

Cada pétala guarda um luto,

E também carrega uma memória.


Caminho sob céus abertos

com uma alma abandonada.

Sou jardim e sepultura.

Sou beleza que sangra em silêncio.


E enquanto o mundo vê luz,

eu cultivo sombras.

Porque há quem floresça no escuro,

e eu

sou uma delas.

Entre flores, Espuma e Cogem

 


Ela vem com a noite,

traz flores na cabeça

e um sorriso que não pede licença.


Nos olhos, o reflexo de histórias não contadas.

Nos lábios vermelhos,

a certeza de quem já atravessou silêncios.


Ergue o copo,

não só de cerveja,

mas de presença.


Brinda à própria existência,

mesmo quando o mundo tenta diminuí-la.

Entre rendas e fitas,

dança com a própria sombra,


Ela não é só festa.

É memória, é presença, é espírito livre.


Carrega no corpo marcas,

e no coração uma tempestade calma.

Porque há mulheres

que não passam,

Elas marcam.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Carta de encerramento de 2025

 


Querido 2025,

Você não foi um ano de pressa.

Foi um ano de observação.


Aprendi a escutar o corpo com mais atenção,

a não ignorar sinais,

a cuidar — mesmo quando o cuidado cansava.

Nem tudo foi simples, mas quase tudo foi consciente.


Aprendi que a casa também fala.

Que objetos carregam energia,

que combinações importam,

que o ambiente pode acolher ou ferir.

Busquei harmonia porque precisava de silêncio bonito.


Plantei mais do que raízes em vasos.

Plantei paciência.

Esperei o tempo certo das coisas

e aceitei que nem tudo floresce no mesmo ritmo.


Questionei verdades prontas,

desconfiei do que vinha fácil demais,

protegi meus limites — no mundo e no digital.

Descobri que maturidade também é saber filtrar.


E, mesmo sem anunciar,

algo criativo cresceu em mim.

Palavras, símbolos, estética, espiritualidade.

Um desejo de expressão que não grita — sussurra.


2025, você não me levou para fora.

Você me levou para dentro.

E isso foi suficiente.


Agora eu te encerro sem peso,

com respeito e gratidão.

O que ficou, fica como aprendizado.

O que doeu, descanso.

O que nasceu, levo comigo.


Adeus, 2025.

Estou pronta para seguir — inteira, mais lúcida, mais minha.