sexta-feira, 10 de abril de 2026

O Despertar: A Escolha é Sua

No mundo que chamamos de real,

Há uma ruptura, quase invisível

Ouço sussurros em minha mente,

Fatos que nunca foram questionados.


Você caminha acreditando enxergar,

Mas há sombras formando seus passos,

Sussurros guiando suas escolhas,

Mãos ocultas te puxando para eles.


E então algo se quebra...


A luz não vem suave,

Ela rasga, expõe, fere.

Mostra que esse mundo era uma ilusão,

Que a sua fé estava depositada no vazio.


Dói perceber.

Dói acordar.

Mas é no abismo da dúvida,

Que nasce a única liberdade possível.


Agora não há mais conforto na ignorância,

Nem abrigo no que parecia correto.

Há apenas ressentimentos, revolta,

Silenciosa e inevitável.


E a pergunta permanece:


Que lado você irá escolher…

Quando o caos dominar,

Quando todas as vozes se calarem,

E restar apenas a sua?


By Bruna M.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Ecos de um Amor Eterno


Sob a luz de velas que aquecem,

Teu rosto surge, sombrio como a noite,

A luz da lua atravessa as cortinas,

Iluminando todo o quarto.


Teus olhos guardam segredos,

Promessas que foram feitas 

Nunca serão quebradas

Há algo mais profundo que a noite.


Nos lábios, o sabor do vinho,

Embriagando a cada beijo.

Confissões são feitas.

Cada palavra dita, uma nova dor.


Correntes frias que acorrentam,

Não como prisão,

Mas como juramento de amor eterno,

Como quem reconhece um lar.


Se a madrugada te chamasse pelo nome,

Talvez respondesses.

Mas suspeito que já pertences

À eternidade...


By Bruna M.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Armadura


Na penumbra onde o silêncio respira,
teu corpo clama pela noite,
como se fosse feito de sombra
e lembranças antigas.

Teus olhos não pedem passagem,
Eles abrem caminho.
Quem olha, atravessa.

Renda, couro, aço... não são vestes:
são armaduras de quem já amou
o bastante para aprender que o frio
é o seu único lar.

E ali, entre pedra e eternidade,
tu não posas,
tu habitas.
Você está em casa.

Como se fosse a própria noite
quando decide ter forma humana.

By Bruna M.

 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Coroa de Sombras

 


Carrego no rosto o sol,

mas nos olhos mora a noite.

Entre flores vermelhas e douradas

descansa um coração que sangra,

feito de silêncios e versos não ditos.


Minha boca, pintada de sangue,

sorri para um mundo que não me compreende.

Meus pensamentos sombrios,

preenchem cada espaço.

Meu sangue ainda pulsa,

entre fé e abismo.


As flores na cabeça não são ornamentos,

são lembranças.

Cada pétala guarda um luto,

E também carrega uma memória.


Caminho sob céus abertos

com uma alma abandonada.

Sou jardim e sepultura.

Sou beleza que sangra em silêncio.


E enquanto o mundo vê luz,

eu cultivo sombras.

Porque há quem floresça no escuro,

e eu

sou uma delas.

Entre flores, Espuma e Cogem

 


Ela vem com a noite,

traz flores na cabeça

e um sorriso que não pede licença.


Nos olhos, o reflexo de histórias não contadas.

Nos lábios vermelhos,

a certeza de quem já atravessou silêncios.


Ergue o copo,

não só de cerveja,

mas de presença.


Brinda à própria existência,

mesmo quando o mundo tenta diminuí-la.

Entre rendas e fitas,

dança com a própria sombra,


Ela não é só festa.

É memória, é presença, é espírito livre.


Carrega no corpo marcas,

e no coração uma tempestade calma.

Porque há mulheres

que não passam,

Elas marcam.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Carta de encerramento de 2025

 


Querido 2025,

Você não foi um ano de pressa.

Foi um ano de observação.


Aprendi a escutar o corpo com mais atenção,

a não ignorar sinais,

a cuidar — mesmo quando o cuidado cansava.

Nem tudo foi simples, mas quase tudo foi consciente.


Aprendi que a casa também fala.

Que objetos carregam energia,

que combinações importam,

que o ambiente pode acolher ou ferir.

Busquei harmonia porque precisava de silêncio bonito.


Plantei mais do que raízes em vasos.

Plantei paciência.

Esperei o tempo certo das coisas

e aceitei que nem tudo floresce no mesmo ritmo.


Questionei verdades prontas,

desconfiei do que vinha fácil demais,

protegi meus limites — no mundo e no digital.

Descobri que maturidade também é saber filtrar.


E, mesmo sem anunciar,

algo criativo cresceu em mim.

Palavras, símbolos, estética, espiritualidade.

Um desejo de expressão que não grita — sussurra.


2025, você não me levou para fora.

Você me levou para dentro.

E isso foi suficiente.


Agora eu te encerro sem peso,

com respeito e gratidão.

O que ficou, fica como aprendizado.

O que doeu, descanso.

O que nasceu, levo comigo.


Adeus, 2025.

Estou pronta para seguir — inteira, mais lúcida, mais minha.