terça-feira, 18 de novembro de 2025

O Amor Destrói Muralhas

 


Criei dentro de mim um castelo

Esculpido em medo.

Muralhas sombrias onde o vento

Sussurrava meu próprio nome.


Eu vivia entre cômodos vazios,

Onde as janelas não davam para o mundo,

Mas para abismos internos que existiam em mim.


O medo era meu guardião,

Sempre vigilante, sempre faminto.

E eu, uma prisioneira solitária

Dos muros que eu mesma ergui.


Então tua presença surgiu,

Um vulto no silêncio da noite,

O brilho nos meus olhos surgiu

Uma fenda se abriu em meu peito.


Teu toque, quase como mágica,

Arranhou a pedra fria das minhas defesas.

E meus muros até então impenetráveis,

Tremeram como se reconhecessem

Um poder mais antigo que o pavor.


Cada batida do meu coração,

Antes sufocada dentro desses muros,

Ressoou alto como um tambor,

Chamando a ruína, clamando por ti.


As paredes começaram a ceder.

Primeiro um estalo, depois uma rachadura.

E então eu comecei a enxergar uma luz fraca

Ainda distante, mas me chamando até ela.


E enfim os muros começaram a desmoronar 

Lentamente, um muro de cada vez

E então uma luz forte surgiu

E você me pegou no colo, 

Me abraçou antes que eu caísse no chão


Saí das sombras finamente

O seu amor por mim derrubou as muralhas

Você me deu a coragem que eu precisava 

Para enfrentar e vencer tudo aquilo que me assustava.


E nos escombros do que temi por tanto tempo,

Encontrei teus braços abertos,

Prontos para me salvar do abismo

Que eu mesma havia criado.


Me entreguei à noite contigo,

Onde o medo não reina mais.


E no meio da escuridão,

Descobri que o amor também pode ser 

Sombrio, misterioso...

Mas ainda assim, salvar.


By Bruna M.

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