terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Coroa de Sombras

 


Carrego no rosto o sol,

mas nos olhos mora a noite.

Entre flores vermelhas e douradas

descansa um coração que sangra,

feito de silêncios e versos não ditos.


Minha boca, pintada de sangue,

sorri para um mundo que não me compreende.

Meus pensamentos sombrios,

preenchem cada espaço.

Meu sangue ainda pulsa,

entre fé e abismo.


As flores na cabeça não são ornamentos,

são lembranças.

Cada pétala guarda um luto,

E também carrega uma memória.


Caminho sob céus abertos

com uma alma abandonada.

Sou jardim e sepultura.

Sou beleza que sangra em silêncio.


E enquanto o mundo vê luz,

eu cultivo sombras.

Porque há quem floresça no escuro,

e eu

sou uma delas.

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