Querido 2025,
Você não foi um ano de pressa.
Foi um ano de observação.
Aprendi a escutar o corpo com mais atenção,
a não ignorar sinais,
a cuidar — mesmo quando o cuidado cansava.
Nem tudo foi simples, mas quase tudo foi consciente.
Aprendi que a casa também fala.
Que objetos carregam energia,
que combinações importam,
que o ambiente pode acolher ou ferir.
Busquei harmonia porque precisava de silêncio bonito.
Plantei mais do que raízes em vasos.
Plantei paciência.
Esperei o tempo certo das coisas
e aceitei que nem tudo floresce no mesmo ritmo.
Questionei verdades prontas,
desconfiei do que vinha fácil demais,
protegi meus limites — no mundo e no digital.
Descobri que maturidade também é saber filtrar.
E, mesmo sem anunciar,
algo criativo cresceu em mim.
Palavras, símbolos, estética, espiritualidade.
Um desejo de expressão que não grita — sussurra.
2025, você não me levou para fora.
Você me levou para dentro.
E isso foi suficiente.
Agora eu te encerro sem peso,
com respeito e gratidão.
O que ficou, fica como aprendizado.
O que doeu, descanso.
O que nasceu, levo comigo.
Adeus, 2025.
Estou pronta para seguir — inteira, mais lúcida, mais minha.

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