quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Carta de encerramento de 2025

 


Querido 2025,

Você não foi um ano de pressa.

Foi um ano de observação.


Aprendi a escutar o corpo com mais atenção,

a não ignorar sinais,

a cuidar — mesmo quando o cuidado cansava.

Nem tudo foi simples, mas quase tudo foi consciente.


Aprendi que a casa também fala.

Que objetos carregam energia,

que combinações importam,

que o ambiente pode acolher ou ferir.

Busquei harmonia porque precisava de silêncio bonito.


Plantei mais do que raízes em vasos.

Plantei paciência.

Esperei o tempo certo das coisas

e aceitei que nem tudo floresce no mesmo ritmo.


Questionei verdades prontas,

desconfiei do que vinha fácil demais,

protegi meus limites — no mundo e no digital.

Descobri que maturidade também é saber filtrar.


E, mesmo sem anunciar,

algo criativo cresceu em mim.

Palavras, símbolos, estética, espiritualidade.

Um desejo de expressão que não grita — sussurra.


2025, você não me levou para fora.

Você me levou para dentro.

E isso foi suficiente.


Agora eu te encerro sem peso,

com respeito e gratidão.

O que ficou, fica como aprendizado.

O que doeu, descanso.

O que nasceu, levo comigo.


Adeus, 2025.

Estou pronta para seguir — inteira, mais lúcida, mais minha.

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