Na penumbra onde o silêncio respira,
teu corpo clama pela noite,
como se fosse feito de sombra
e lembranças antigas.
Teus olhos não pedem passagem,
Eles abrem caminho.
Quem olha, atravessa.
Renda, couro, aço... não são vestes:
são armaduras de quem já amou
o bastante para aprender que o frio
é o seu único lar.
E ali, entre pedra e eternidade,
tu não posas,
tu habitas.
Você está em casa.
Como se fosse a própria noite
quando decide ter forma humana.
By Bruna M.

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