sábado, 28 de fevereiro de 2026
Armadura
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Coroa de Sombras
Carrego no rosto o sol,
mas nos olhos mora a noite.
Entre flores vermelhas e douradas
descansa um coração que sangra,
feito de silêncios e versos não ditos.
Minha boca, pintada de sangue,
sorri para um mundo que não me compreende.
Meus pensamentos sombrios,
preenchem cada espaço.
Meu sangue ainda pulsa,
entre fé e abismo.
As flores na cabeça não são ornamentos,
são lembranças.
Cada pétala guarda um luto,
E também carrega uma memória.
Caminho sob céus abertos
com uma alma abandonada.
Sou jardim e sepultura.
Sou beleza que sangra em silêncio.
E enquanto o mundo vê luz,
eu cultivo sombras.
Porque há quem floresça no escuro,
e eu
sou uma delas.
Entre flores, Espuma e Cogem
Ela vem com a noite,
traz flores na cabeça
e um sorriso que não pede licença.
Nos olhos, o reflexo de histórias não contadas.
Nos lábios vermelhos,
a certeza de quem já atravessou silêncios.
Ergue o copo,
não só de cerveja,
mas de presença.
Brinda à própria existência,
mesmo quando o mundo tenta diminuí-la.
Entre rendas e fitas,
dança com a própria sombra,
Ela não é só festa.
É memória, é presença, é espírito livre.
Carrega no corpo marcas,
e no coração uma tempestade calma.
Porque há mulheres
que não passam,
Elas marcam.


