terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Coroa de Sombras

 


Carrego no rosto o sol,

mas nos olhos mora a noite.

Entre flores vermelhas e douradas

descansa um coração que sangra,

feito de silêncios e versos não ditos.


Minha boca, pintada de sangue,

sorri para um mundo que não me compreende.

Meus pensamentos sombrios,

preenchem cada espaço.

Meu sangue ainda pulsa,

entre fé e abismo.


As flores na cabeça não são ornamentos,

são lembranças.

Cada pétala guarda um luto,

E também carrega uma memória.


Caminho sob céus abertos

com uma alma abandonada.

Sou jardim e sepultura.

Sou beleza que sangra em silêncio.


E enquanto o mundo vê luz,

eu cultivo sombras.

Porque há quem floresça no escuro,

e eu

sou uma delas.

Entre flores, Espuma e Cogem

 


Ela vem com a noite,

traz flores na cabeça

e um sorriso que não pede licença.


Nos olhos, o reflexo de histórias não contadas.

Nos lábios vermelhos,

a certeza de quem já atravessou silêncios.


Ergue o copo,

não só de cerveja,

mas de presença.


Brinda à própria existência,

mesmo quando o mundo tenta diminuí-la.

Entre rendas e fitas,

dança com a própria sombra,


Ela não é só festa.

É memória, é presença, é espírito livre.


Carrega no corpo marcas,

e no coração uma tempestade calma.

Porque há mulheres

que não passam,

Elas marcam.